sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

MEMBROS DA EPC QUE MARCARAM ESTA DATA

 DE 17 DE DEZEMBRO 




 No dia 17 de dezembro, do ano de 1905, 
nascia em Cruz Alta Érico Veríssimo. 
 
Érico Lopes Veríssimo nasceu em Cruz Alta, em 1905 e faleceu em Porto Alegre, em 1975. Concluiu o 1º grau (antigo ginásio) em Porto Alegre. De volta a sua cidade natal, empregou-se no comércio, foi bancário e sócio de uma farmácia. Em 1930, transferiu-se para Porto Alegre, onde, depois de trabalhar algum tempo como desenhista e de publicar alguns contos na imprensa local, empregou-se na Editora Globo como secretário do Departamento Editorial. Viajou duas vezes aos Estados Unidos, onde ministrou cursos de literatura brasileira.

OBRAS

Romance: Clarissa(1933); Caminhos cruzados(1935); Música ao longe(1935); Um lugar ao sol(1936); Olhai os lírios do campo(1938); Saga(1940); O resto é silêncio(1942); O tempo e o vento: I - O continente(1948), II - O retrato(1951), III - O arquipélago(1961); O senhor embaixador(1965); O prisioneiro(1967); Incidente em Antares(1971).

Conto e novela: Fantoches(1932); Noite(1942).

Memórias: Solo de clarineta I(1973); Solo de clarineta II(1975).

Publicou ainda várias obras de ficção didática e literatura infantil, além de narrativas de viagens.

CARACTERÍSTICAS DA OBRA

Costuma-se dividir a obra de Érico Veríssimo em três grupos:

1) Romance urbano: Clarissa, Caminhos cruzados, Um lugar ao sol, Olhai os lírios do campo, Saga e o Resto é silêncio. As obras desta fase registram a vida da pequena burguesia porto-alegrense, com uma visão otimista, às vezes lírica, às vezes crítica, e com uma linguagem tradicional, sem maiores inovações estilísticas.

Desta fase destaca-se Caminhos cruzados, considerado um marco na evolução do romance brasileiro. Nele, Érico Veríssimo usa a técnica do contraponto, desenvolvida por Aldous Huxley (de quem fora tradutor) e que consiste mesclar pontos de vista diferentes (do escritor e das personagens) com a representação fragmentária das situações vividas pelas personagens, sem que haja no texto um centro catalisador.

2) Romance histórico: O tempo e o vento. A trilogia de Érico Veríssimo procura abranger duzentos anos da história do Rio Grande do Sul, de 1745 a 1945. O primeiro volume (O continente), narra a conquista do continente de São Pedro pelos primeiros colonos e é considerado o ponto mais alto de sua obra.

3) Romance político: O senhor embaixador, O prisioneiro e Incidente em Antares. Escrito durante o período da ditadura militar, iniciada em 1964, denunciam os males do autoritarismo e as violações dos direitos humanos. Desta série destaca-se Incidente em Antares.
 
 
 
Também num dia 17 /12, do ano de 1978 morria Lauro Rodrigues.
 
 
Lauro Pereira Rodrigues nasceu no Distrito de Santo Amaro do Sul, em 1918, e morreu afogado nas águas do Rio Jacuí em 17 de dezembro de 1978.
 
Foi poeta membro da Estância da Poesia Crioula. Exerceu atividades de jornalista, radialista e político; foi vereador em Porto Alegre e deputado federal pelo Rio Grande do Sul.
 
Em 1935 apresentou na Rádio Sociedade Gaúcha o primeiro programa de atrações regionalistas no Rio Grande do Sul, Campereadas, no qual surgiu Pedro Raymundo.
 
Em 1958 Lauro Rodrigues volta ao rádio de segunda a sexta, das 8h30 às 9h30, no programa Roda de Chimarrão na Rádio Farroupilha que, além da ênfase no tradicionalismo, falava de assuntos rurais e urbanos de Porto Alegre. 
 
Obra poética: Invernada Vazia, 1944; Minuano, 1944, A Ronda dos Sentimentos, 1944; Senzala Branca, Chirus, 1958; A Canção das Águas Prisioneiras, 1978.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

ENTIDADES LITERÁRIAS CO-IRMÃS DA EPC

 

PARTENON LITERÁRIO




Da mesma forma que a Academia Rio-Grandense de Letras, o Partenon Literário não é uma entidade voltada exclusivamente para o regionalismo gaúcho. Contudo é inegável o pioneirismo e a importância que teve no contexto poético rio-grandense.

A Sociedade Parthenon Litterário foi criada em 18 de junho de 1868, num período de efervescência social e política, com a Guerra do Paraguai em andamento, as ideias republicanas em expansão e uma forte retomada do movimento abolicionista.

Sediada em Porto Alegre, contava com colaboradores de toda província, promovendo um intercâmbio cultural que impulsionou a intelectualidade da época. Sua criação foi centrada em duas figuras: o médico e escritor José Antônio do Vale Caldre e Fião, presidente honorário, e o jovem Apolinário José Gomes Porto-Alegre. Caldre e Fião além do apoio à iniciativa, emprestou seu prestígio pessoal, pois era autor conhecido. Já Apolinário foi fundamental com sua atuação e postura.

Seu surgimento permitiu o intercâmbio de informações, textos e ideias entre os autores membros, promovendo a circulação de matérias literárias em diferentes jornais que percorreram os mais distantes recantos do Rio Grande do Sul. Sua atuação ajudou a expandir a cultura dos gaúchos, oferecendo cursos noturnos para adultos, mostrando sua preocupação com a formação intelectual da população e criando uma biblioteca com importantes obras de Filosofia, história e literatura e um museu com seções de Mineralogia, Arqueologia e Zoologia. As aulas noturnas foram uma das atividades mais duradouras, permanecendo até 1884 quando, devido à dificuldades financeiras e falta de um local para abrigar as aulas, estas foram suspensas.

A Sociedade participava de campanhas abolicionistas, angariando fundos para libertação de escravos e propagava os ideais republicanos. Promovia também debates com temas diversos como a Revolução Farroupilha, casamento, pena de morte e feminismo.

Ao longo de sua existência funcionou em diversos locais, sem nunca ter tido sede própria. Em novembro de 1873, numa cerimônia em que estiveram o presidente da província, João Pedro Carvalho de Moraes e o bispo de Porto Alegre, houve uma primeira tentativa de fundação de um espaço próprio, em uma região, na época, distante do centro da cidade, que deu o nome a um dos atuais bairros de Porto Alegre, o Partenon. A sede seria onde hoje é a Igreja Santo Antônio. Outra tentativa deu-se em 10 de janeiro de 1885, com presença da princesa Isabel e o Conde D'Eu, lançou-se a pedra fundamental de um edifício que seria localizado na rua Riachuelo.

O Partenon Literário precedeu em 30 anos a academia Brasileira de Letras, publicando diversas obras, bem como a tradicional Revista Literária, ora em formato de livro, seu legado mais forte. A Revista circulou durante dez anos e continha críticas literárias, biografias, comentários, editoriais e estudos sobre a história e cultura gaúchas. Discursos proferidos na Sociedade eram depois transcritos para a revista, além de contos, narrativas, peças teatrais e poesias. Os textos mais longos eram divididos em diversas partes e publicados ao longo de diversos números.

Entre os membros de destaque da sociedade pode-se citar: Apolinário José Gomes Porto-Alegre, seus irmãos Apeles e Aquiles, Afonso Luís Marques, Alberto Coelho da Cunha (Vítor Valpírio), Antônio Vale Caldre Fião, Argemiro Galvão, Augusto Rodrigues Tota, Aurélio Veríssimo de Bittencourt, Bernardo Taveira Júnior, Bibiano Francisco de Almeida, Carlos von Koseritz, Francisco Antunes Ferreira da Luz, Francisco Isidoro de Sá Brito, Hilário Ribeiro, Inácio de Vasconcelos Ferreira, José Bernardino dos Santos, João Damasceno Vieira Fernandes, José Carlos de Sousa Lobo, Lobo da Costa, Múcio Scevola Lopes Teixeira, dentre inúmeros outros. Entre as mulheres se destacaram Luciana de Abreu,a primeira mulher a subir na tribuna para falar em público, Luísa de Azambuja, Amália dos Passos Figueroa e Revocata Heloísa de Melo.

A sociedade foi extinta por volta de 1925, mediante a doação de terreno que tinha obtido para a construção de sua sede, pois de fato já deixara de existir desde 1885 quando paralisou os trabalhos associativos.

Depois de 112 anos, reiniciou as suas atividades em 1997 a partir de um grupo de intelectuais interessados em prosseguir com os postulados dos próceres de 1868. Juridicamente, no entanto, apesar de dizer-se que a Sociedade reiniciou as suas atividades em 1997, o que houve, na verdade, foi a re-fundação da extinta entidade, ora dita em sua fase Século XXI.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2021



Darcy Fagundes - Romance do Injustiçado


 

DIA DO(A) DECLAMADOR(A) GAÚCHO(A)

 

Darcy Fagundes nasceu em Uruguaiana em 15/12/1925

A lei que define o dia 15 de dezembro como o Dia do(a) Declamador(a) Gaúcho(a), foi sancionada pelo Governador Eduardo Leite no dia 5 de agosto de 2019. Seus autores foram a deputada Regina Becker e o deputado Dirceu Franciscon. A data do dia 15 foi escolhida pelo nascimento de Darcy Fagundes da Silva, profissional da comunicação que consagrou a declamação e a temática do regionalismo gaúcho na história do rádio e da televisão.


terça-feira, 14 de dezembro de 2021

DOCES LEMBRANÇAS

 


Saudosos confrades da nossa Estância da Poesia Crioula Luis Alberto Ibarra recitando um poema amadrinhado pelo Paulinho Pires e sua gaitinha de boca. 


segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

ENTREGA DA COMENDA "CAMINHOS DE ANITA"

 


Em cerimônia realizada hoje pela manhã no Palácio Piratini foram entregues as comendas aos classificados no Concurso Literário Caminhos de Anita, promovido e organizado pela Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas de 2021. No flagrante o vencedor, poeta Cândido Brasil.   


sábado, 11 de dezembro de 2021

MOSTRA DE POEMAS

 


DO SEMINÁRIO POÉTICO-MUSICAL

DE PASSO FUNDO



- OBRAS CLASSIFICADAS - 


AQUARELA PAMPIANA  

Autor: Jerson Lima de Brito 

Porto Velho - Rondônia 


ENDUETANDO ASSOBIOS 

Autor: Carlos Omar Villela Gomes 

Nicolau Vergueiro - RS


EU TE PERDI 

Autor: Rodrigo Bauer 

São Borja - RS


LEQUES E RECADOS 

Autora: Joseti Gomes

 Gravatai - RS


MENSAGEM DOS REIS

Autor: Wilson Tubino 

Porto Alegre - RS


NO GAUCHISMO E SEU CHÃO 

Autor: Silvano Lyra 

Olinda – Pernambuco


PARA PINTAR O CÉU 

Autor: Adriano Lima 

Tramandaí - RS


PUREZA

Autora: Suelen Mombaque Schneider 

Nicolau Vergueiro - RS


SEM ELA 

Autor: Rodrigo Canani Medeiros 

Bom Jesus  - RS


TRIBUTO A JAYME CAETANO 

Autor: Marciano Medeiros 

Natal - Rio Grande do Norte


Avaliadores: Luis Lopes de Souza (poeta), Romeu Weber (declamador) e Léo Ribeiro (poeta).